momento trampo
rafa paixão, direção de arte e super tratamento nas fotos super power do Irineu Santiago
amanda viana, criação/redação
momento trampo
rafa paixão, direção de arte e super tratamento na foto super power do Irineu Santiago
amanda viana, criação/redação
momento trampo
criação, redação e “pagação” de diretora, Amanda Viana
direção de arte, Rafael Paixão
com créditos também para a galera da Close: Andrade (imagens), Borroso (luz), Luciano (edição) e para os alunos Eduardo, Nayana, Pablo, Leonel, Bruna e Rita pelas (odeio essa palavra) atuações.
distraídos
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Clarice Lispector
na mesa de trabalho
mini-cadeira de diretor, brinde.
bonequinho de massinha, que o rafa fez e me deu.
varinha mágica, uma florzinha caída que Luri encontrou na rua e me trouxe.
guarda-sol de uma dessas Tangiroskas da vida.
captura do Irineu Santiago.
num dá vontade de agarrar?
ooooooooooooooooooown. Luri me mostrou e eu rapidamente dei um print-screen, pra olhar seeempre (já que pegar mesmo, num dá).
cute!
steps
“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente, você estará fazendo o impossível.”
São Francisco de Assis
sobre ler além
A Humanidade, como um todo, forma um grande livro.
Quando um homem morre, um capítulo não é arrancado,
E sim, traduzido para um idioma melhor.
E cada capítulo deve assim ser traduzido: Deus emprega vários tradutores
Alguns trechos são traduzidos pela idade, outros por doenças, alguns pela guerra.
Mas a mão de Deus reúne todas as folhas soltas
E as coloca naquela biblioteca onde os livros se abrem uns para os outros.
Do filme Nunca te vi, sempre te amei (1986). Confesso, gravei o trecho no celular e copiei ipsi literi. Daí tanta repetição de termos.






