a volta dos que não foram

Outubro 8, 2008 at 12:58 pm (coisa minha)

 

 

Chego em casa, mamãe me recebe com uma caixa. “Filha, dá uma re-arranjada nisso?” Hora de tirar a poeira das coisas, mas o que mais se remexeu foram as lembranças: a caixa tinha uma vida inteira em papéis, postais, cartinhas, papéis de bombom, souvenirs de viagens, fotos, canetinhas importantes e, principalmente diários. Ela – a mamãe – nunca me deixou jogar lembrança nenhuma fora. Por isso, ainda hoje tenho fotografias rasgadas por mim e recuperadas por ela. Cartas que nunca foram enviadas e outras tantas ansiosamente esperadas, lidas e relidas mil vezes. Muitas dessas lembranças, a mim bastava ler a primeira frase: já sabia o que viria. Aquela caixa guarda impressões e sentimentos bem vivos impregnados de amarelo-tempo. Amores para sempre que não duraram mais do que dias, amizades eternas que se perderam em mudanças de escola e até o menino que vivia jogando ping-pong na Escolinha de Inglês das segundas, quartas e sextas. Depois de tudo espanado e revisitado, é hora de fechar a caixa, achando que seria muito engraçado que a maioria das pessoas guardadas ali naquele passado nem sonham ainda estarem presentes.

 

kkkkkkkkkkkkkk. tinha foto com muuuuuuuuuito mais objetos, mas, acho que a lente da câmera tava meio assim…chorosa.

2 Comentários

  1. Catatau disse,

    Bons tempos aqueles das cartas manuscritas, quando sabíamos pra onde mandar nossas correspondências. Hj não sabemos nem mais quem são nossos amigos…

  2. Ricardo Torres disse,

    Depois desse texto vj q ”msn” e derivados tem algo ruim…eles estão matando uma palavra q é exclusiva da nossa língua…..a palavra saudade.
    ( Nos conhecemos no niver da Josélia mas vc saiu bem rápido…abraço!)
    E parabéns! Vc escreve muito bem.

Comente