a volta dos que não foram
Chego em casa, mamãe me recebe com uma caixa. “Filha, dá uma re-arranjada nisso?” Hora de tirar a poeira das coisas, mas o que mais se remexeu foram as lembranças: a caixa tinha uma vida inteira em papéis, postais, cartinhas, papéis de bombom, souvenirs de viagens, fotos, canetinhas importantes e, principalmente diários. Ela – a mamãe – nunca me deixou jogar lembrança nenhuma fora. Por isso, ainda hoje tenho fotografias rasgadas por mim e recuperadas por ela. Cartas que nunca foram enviadas e outras tantas ansiosamente esperadas, lidas e relidas mil vezes. Muitas dessas lembranças, a mim bastava ler a primeira frase: já sabia o que viria. Aquela caixa guarda impressões e sentimentos bem vivos impregnados de amarelo-tempo. Amores para sempre que não duraram mais do que dias, amizades eternas que se perderam em mudanças de escola e até o menino que vivia jogando ping-pong na Escolinha de Inglês das segundas, quartas e sextas. Depois de tudo espanado e revisitado, é hora de fechar a caixa, achando que seria muito engraçado que a maioria das pessoas guardadas ali naquele passado nem sonham ainda estarem presentes.
kkkkkkkkkkkkkk. tinha foto com muuuuuuuuuito mais objetos, mas, acho que a lente da câmera tava meio assim…chorosa.

Catatau disse,
Outubro 10, 2008 às 8:48 pm
Bons tempos aqueles das cartas manuscritas, quando sabíamos pra onde mandar nossas correspondências. Hj não sabemos nem mais quem são nossos amigos…
Ricardo Torres disse,
Outubro 15, 2008 às 12:53 pm
Depois desse texto vj q ”msn” e derivados tem algo ruim…eles estão matando uma palavra q é exclusiva da nossa língua…..a palavra saudade.
( Nos conhecemos no niver da Josélia mas vc saiu bem rápido…abraço!)
E parabéns! Vc escreve muito bem.