o céu é meu sol
Desses sóis assim, das 8 da manhã.
Daqueles sóis, sabe?
Que fazem as flores abrirem em felicidade de luz
Que fazem a grama molhada cheirar mais
O céu é meu sol
Daqueles sóis que te abraçam o rosto
Daquele calorzinho que te esquenta a alma
Que brilham até quando uma nuvenzinha malvada teima esconder
O céu é meu sol
E só.
daquilo que eu sei
“Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa.
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim”
Sei de algumas poucas coisas nessa vida. Como, por exemplo, criar uma tabela para colocar meus roteiros, o tanto exato de açúcar e Molico que devo colocar na minha caneca amarela e azul cheia de peixinhos que uso toda manhã, e calculo direitinho as indas e vindas do meu carro, antes de estacionar graciosamente debaixo do pergolado da minha casa que, por sinal, está bem florido agora. Sei, muitas vezes, se uma nuvem vai chover, se meu pai está cabreiro, se é dia de dar bom dia ao chefe ou mesmo se é melhor não dormir com o cabelo muito molhado. Sei que não fico bem de cinza e marrom. Cabelo louro também não dá. Sei que não saberia pilotar motos, que ainda sei andar de bicicleta, que batata frita faz mal (e ainda assim eu como). Sei calcular algumas coisas, sei quando alguma coisa passa da conta. De todas as coisas que eu sei, eu posso dizer do que não sei. Não sei das pessoas. Não tenho um aviso, um alarme sonoro, nem uma espécie de luz negra que acende quando alguma pessoa bem falsa se aproxima. Ainda mais se essa pessoa vem vestida com grandes olhos de anjo, sorriso de mármore enfeitado com duas covinhas médias e decorada com uma alma tão aparentemente bonita. Tenho pré-disposição a aceitar bem pessoas que parecem do bem – como todo mundo. Só que, daquilo que eu sei, algumas pessoas não são exatamente o que aparentam ser: são bem piores. O que deixa tudo ainda mais complicado porque sabe quando não combina aquela pessoa fazer aquilo quando ela aparenta não ser desse tipo? Pois é. Acontece. Acontece também de a gente só saber quando vive – e não adianta ninguém chegar pra avisar antes. Tem que pagar pra ver. Do meu lado, garanto: vou pagar sempre. Vou acreditar sempre que o meu santo bater com o de outra pessoa. Vou desconfiar quando ele me avisar também que aquilo ali não é muito bom, mas, provavelmente, também vou querer arriscar. Não sei de pessoas que escrevem anonimamente a partir de outro Estado, quando se há tanto o que fazer numa cidade de praia. Não sei se essa pessoa é sincera e está preocupada mesmo ou se está só sentida com alguma coisa que eu fiz ou deixei de fazer. Eu só sei do que eu sinto e, pode ter certeza, daquilo que eu sinto, eu sei muito bem. E, só para o caso de você querer saber, eu estou ótima. Não se preocupe com os meus textos – eles são independentes do meu momento. Posso escrever sobre qualquer tema – aliás, você acabou de me dar um. Daquilo que eu mais sei é que eu vou vivendo a minha vida, conhecendo pessoas boas e pessoas más, me protegendo como dá. E desejo, sinceramente, que você faça o mesmo. E que tenha sorte, muita sorte com as pessoas. Boas coisas sempre, obrigada pelo cuidado!
1/2
Deixo aqui o meu protesto: quem foi que inventou que metade é referencial para alguma coisa? Por que é que copo quase cheio é bom? O perfume, mesmo o de 30ml, metade cheio, é bom? Filme, beijo, abraço, viagem, confiança pela metade é bom?
Então, coração, por que metade?

